Dec 02

Um dos objectivos deste meu blog tem sido o de desmistificar ideias que envolvem determinados comportamentos em que uns, tendo em conta as circunstâncias em que ocorrem devem ser rotulados como normais, e outros que estão, inevitavelmente associados a patologias psicológicas. A perturbação de pânico enquadra-se perfeitamente neste quadro.

Quando alguém sente dificuldade respiratória, sensação de morte, vertigens, aumento do ritmo cardíaco, sudação, falta de ar e dor no peito, entre outros, face a uma situação que é percebida como causadora de morte e ela existe efectivamente, esta é uma reacção normal e é denominada de reacção de pânico. Já quando a situação acontece sem motivo aparente, espontaneamente, com regularidade e a pessoa desenvolve um receio efectivo à ocorrência de novas situações ao ponto de lhe alterar o comportamento, considera-se que é uma patologia e adquire o nome de perturbação de pânico.

A sensação de impotência que advém da crença da falta de controlo que a pessoa tem do seu próprio corpo e pensamentos que o podem levar a comportar-se de forma embaraçosa (como gritar, tremer ou fugir em situações públicas), leva a que muitas pessoas sofram de ansiedade antecipatória que pode evoluir para depressão e desenvolvam crenças e comportamentos fóbicos aos lugares onde ocorreram os ataques de pânico. Tendo em conta a sintomatologia, é igualmente comum o desenvolvimento de quadros hipocondríacos.

Não há nenhuma característica que possa definir os locais ou situações que predispõem a pessoa a um ataque de pânico, ao ponto de os mesmo poderem ocorrer no conforto do próprio lar. Num entanto, situações causadoras de um elevado nível de stress como é a morte de uma pessoa amiga, separação, situação de desemprego, entre outras, ainda que não sendo só por si as causadoras da doença, vão, inevitavelmente facilitar o seu desenvolvimento.

Se quem está a ler este blog tem algum dos sintomas acima indicados por um período de tempo significativo, ou conhece alguém que os tem, podem e devem alegrar-se com os grandes avanços que já se conseguiram fazer nesta área. A intervenção ideal inclui um acompanhamento farmacológico e terapia cognitivo-comportamental.

A intervenção psicológica passa pela consciencialização do próprio para o seu problema e o modo de actuação quando começa a sentir os primeiros sintomas. O treino que é levado a cabo acerca do modo de actuação, leva a que a pessoa adquira uma maior sensação de controlo sobre o acontecimento, procurando-se assim, evitar o pânico.

Se quiserem comentar o artigo ou apresentarem alguma questão, não se inibam de me enviarem um e-mail através do meu blog.

Fiquem bem

written by Hélder \\ tags: , , , ,


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