Jan 04

Na persecução da desmistificação de alguns termos e palavras vou, antes de mais, separar o trigo do joio. A palavra fobia está, inevitavelmente associada ao medo, mas enquanto que o medo é uma resposta emocional a uma situação real de perigo para a integridade física e/ou psicológica, já a fobia é o medo persistente, excessivo e irreal de um objecto, pessoa, animal, actividade ou situação que, posteriormente é seguido de situações de evitamento. Por outras palavras; é normal ou aceitável o receio em dirigir algumas palavras à pessoa pela qual sente algo mais do que uma simples afinidade, mas já se torna problemático quando a evita a todo o custo ou nas ocasiões em que tem de falar com ela, começa a tremer, a ter palpitações, a transpirar, a sentir falta de ar, vertigens, náuseas, entre outros sintomas que reflectem uma resposta ao perigo do tipo “foge ou luta”.

A fobia, que está associada aos distúrbios da ansiedade, é uma crise de pânico desencadeada em situações específicas. Apesar de haver um elevado número de fobias é possível defini-las em três grupos:

• Agorafobia – medo generalizado da possibilidade de se sentir mal e precisar de assistência e esta não lhe estar acessível. Este elevado receio leva a que a pessoa evite determinados espaços ou situações que a mesma interprete como impeditivas de um rápido socorro como sair de casa desacompanhado, estar no meio de multidões, transportes públicos, atravessar pontes, entre outras.

• Fobia Social – que não deve ser de todo confundida com timidez, é um receio intenso e exagerado acerca da avaliação que os outros fazem do seu desempenho, nomeadamente que percebam os seus sinais de ansiedade. Este receio que tanto pode ser específico a uma situação (desenvolver alguma actividade em público) ou generalizada (participar em conversações, encontros românticos), com a intenção de diminuir a enorme ansiedade pode levar ao isolamento social.

• Fobias Especificas – que, a bem dizer, são todas as outras. Desde o temor exagerado de aranhas, trovões e ratos a locais fechados como túneis ou congestionamentos, estas fobias estão sempre associadas à presença ou antecipação de elementos claramente identificados. Em casos mais graves basta a referência verbal ou visual para desencadear a reacção de pânico.

Apesar de as fobias adquiridas na infância serem mais vulgares e de curta duração, a sua influência não deixa de causar um grande deficit na qualidade de vida para quem sofre delas. Quando estas surgem no início da idade adulta a sua resolução sem a intervenção de um especialista em saúde mental torna-se muito complicada.

A intervenção mais utilizada e a que surte melhores efeitos para resolver ou diminuir os efeitos das fobias é a dessensibilização sistemática, que passa por sujeitar, por etapas e em ambiente controlado, a pessoa ao elemento fóbico.

Para saber mais acerca deste tema não hesite em contactar-me.

written by Hélder \\ tags: , , , , , , ,


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