Nov 05

Não é difícil de explicar o que é o stress, o que poderá ser difícil é eu ter as competências para me fazer entender. E assim lanço o mote para “esmiuçar” o stress.

Vamos partir do princípio (muito correcto) que eu estou confiante nos meus conhecimentos para escrever um breve post acerca stress. Essa ideia que eu tenho acerca das minhas competências, aliado às condições ambientais favoráveis e outras menos relevantes para o exemplo, dão-me a tranquilidade necessária para o iniciar, ou seja, o desafio que me é apresentado não implica qualquer esforço de adaptação da minha parte. Por outras palavras, não estou sujeito a nenhuma pressão interna (cognitiva) ou externa (ambiente) que leve a algum tipo de desequilíbrio na minha forma de estar. Dito de outra forma, não há stress.

Mas agora vamos adicionar uma variável como por exemplo: será que a pessoa que ler isto vai ficar esclarecida? Agora a situação alterou-se. O conforto que eu sentia na minha sapiência acerca do tema foi posto em causa diante da introdução de um novo desafio. Por outras palavras, o surgimento de uma nova situação leva-me a que eu invista um determinado esforço para me adaptar a ela e quanto maior a necessidade de adaptação maior o esforço. Este esforço de adaptação é entendido como stress.

A necessidade de adaptação a um novo meio é uma constante na manutenção do equilíbrio do qual todos nós, assim como todos os seres vivos dependem. Tendo em vista a manutenção desse equilíbrio, todos nós desenvolvemos aptidões e reunimos recursos, para fazer frente a essas alterações. Assim sendo, quanto menores forem as nossas aptidões e mais escassos forem os nossos recursos maior será a nossa dificuldade de adaptação a uma determinada situação, ou seja, maior será o nosso stress.

Esta nova adaptação nem sempre é fruto de uma necessidade ou desejo nosso, ao contrário do exemplo referido acima, mas uma consequência do meio. Não obstante, a denominação para a reacção do sujeito à alteração do seu meio é a mesma.

As nossas respostas adaptativas, ou dito de outra maneira, o nosso stress depende directamente da forma como nós percepcionamos e avaliamos o que nos rodeia que, por sua vez tem a ver com as variáveis que nos tornam únicos, como a personalidade, ambiente sócio familiar e experiências vividas. Deste modo podemos concluir que o stress de uns não é obrigatoriamente o stress de outros.

Há situações stressantes cuja resolução pode contribuir para o desenvolvimento pessoal de cada um de nós, alias, que frustração e sem sabor seria a vida se esta não nos apresentasse alguns desafios. Por outro lado, como já todos sabemos, há outros tipos de stress que não têm, nem trazem nada de bom.

Há as situações causadoras de stress que se prolongam ao longo do tempo e em que a nossa incapacidade de nos adaptarmos a elas podem limitar em muito a nossa qualidade de vida e situações pontuais, cuja desadequação de competências e recursos face às necessidades é percebida com extrema violência. Em ambos os casos o stress pode deixar graves sequelas, como Reacção Aguda de Stress, ou Perturbação de Stress Pós Traumático e que, consequentemente podem condicionar a nossa qualidade de vida a longo prazo.

Se acredita que eu fui bem sucedido na explicação do que é o stress pode cumprimentar-me através do meu e-mail. Se acha que não fui o suficiente explícito e que poderia ter desenvolvido mais determinadas áreas, como por exemplo, as consequências do stress para o organismo, diga-me isso mesmo pelo mesmo meio.

Obrigado pela visita

written by Hélder \\ tags: , , ,