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	<title>Blog do Psicólogo &#187; Bullying</title>
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	<description>Para ajudar aquele que se quer ajudar</description>
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		<title>O que é o Bullying?</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 10:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hélder</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bullying]]></category>
		<category><![CDATA[agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[consequências]]></category>
		<category><![CDATA[vítima]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos nós, em algum momento das nossas vidas, já fomos vítimas de alguma expressão de violência (física ou psicológica) levada a cabo por uma pessoa ou por um grupo, num local ou num momento em que não tínhamos oportunidade de nos defendermos. Esta acção, de origem Inglesa e sem tradução directa para Português tem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós, em algum momento das nossas vidas, já fomos vítimas de alguma expressão de violência (física ou psicológica) levada a cabo por uma pessoa ou por um grupo, num local ou num momento em que não tínhamos oportunidade de nos defendermos. Esta acção, de origem Inglesa e sem tradução directa para Português tem o nome de Bullying.</p>
<p>Não sendo exclusivo do contexto escolar, o Bullying pode ocorrer em qualquer idade e em todos os contextos sociais e profissionais. Não obstante é entre os mais jovens que este tema tem gerado maior controvérsia, não só pela justa atenção que o tema merece na manutenção da qualidade de vida destes jovens, como pelas graves sequelas que pode provocar nos adultos de amanhã.</p>
<p>Há várias crenças em redor deste tema, nomeadamente criadas ou defendidas por aqueles que querem diminuir a importância do tema e assim limitar a sua responsabilidade e consequente acção. Ou então, aqueles que acreditam que a acção mais indicada é a de responder a violência com violência.  </p>
<p>Foi o que aconteceu comigo enquanto adolescente. Na altura não se ouviam falar destes termos. A ideia de que alguma criança ou adolescente era “violentado” na escola era assumida com total normalidade – “faz parte do processo de crescimento” – era uma frase recorrente – “tens que aprender a defender-te” – era outra. </p>
<p>Evitei informar os meus pais, pois a última intervenção deles resultou num isolamento por parte dos meus colegas de turma, que me observavam como uma frágil peça de porcelana, o que também não era desejado. </p>
<p>Uma outra intervenção por parte de um professor foi a de me incentivar à violência – “Se lhe deres uma chapada na minha aula é porque foi merecida e não só não te expulso como o expulso a ele”. Escusado será dizer, que por muito apelativa que fosse essa oferta, na minha mente, as consequências seriam nefastas, pois acreditava que ele e os “amiguinhos” dele estariam lá fora à minha espera quando saísse.    </p>
<p>Admito que esta situação, que se prolongou durante bastante tempo, deixou em mim as suas marcas. Para mais que num momento da minha vida em que eu e todos nós forjamos a nossa personalidade, a adolescência. </p>
<p>Pessoalmente, tendo em conta esta minha vivência, sempre que tenho a oportunidade de intervir perto de alguém vítima de bullying, faço-o com especial agrado. Já a minha experiência nesta área como psicólogo levou-me a reflectir sobre tudo o que fiz de errado enquanto vítima e como posso ajudar aqueles que agora são vítimas.</p>
<p>A ter em atenção e por muito que custe às vítimas, aqueles que aplicam a violência também eles são vítimas. Pois contrariando outra falsa crença, a maldade ou crueldade associado ao bullying não nasce com a pessoa, é aprendida. Por norma, o agressor pertence a uma família destruturada em que não há relacionamentos afectivos de qualidade entre os seus membros. Os pais exercem uma supervisão fraca sobre os seus filhos, toleram e oferecem modelos errados para solucionar conflitos ou comportamentos agressivos. Pode, ele próprio ser vítima de violência que, no seu conjunto resulta numa vida infeliz e quer que os outros partilhem com ele a sua tristeza. </p>
<p>Novamente, tendo em conta a minha experiência e porque se adequa ao contexto, posso partilhar convosco que muitos anos depois, já sendo um jovem adulto, encontrei-me, casualmente com um dos meus principais agressores enquanto adolescente e, admito que fiquei triste. Primeiro fiquei triste comigo, por todo o mal que outrora lhe desejei e segundo pela sombra de pessoa em que ele se tinha transformado. Ele e a roupa que trazia vestida há muito que não viam sabão. Cheirava mal e aproximou-se de mim, sem me reconhecer, na esperança de eu lhe dar uma “moedinha” para “matar a fome”. Fiquei perplexo.</p>
<p>Com certeza que este é um exemplo extremo, mas não deixa de ser igualmente preocupante. Para que as suas vidas futuras não estejam condicionadas pelas consequências de um tempo em que as emoções e os comportamentos reinam cruelmente sobre a razão, tanto o agredido com o agressor devem ser alvo de um algum tipo de ajuda.</p>
<p>Se tem algum tipo de dúvida sobre o tema aqui tratado é favor contactarem-me através do meu e-mail.</p>
<p>Fiquem bem</p>
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